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Contos de Lisboa de Mónica de Miranda expõe memórias da cidade pós-colonial

Contos de Lisboa – Tales of Lisbon

Mónica de Miranda

19 de fevereiro a 16 de maio

A actual exposição da artista e investigadora insere-se no projecto Pós-Arquivo, que envolve a criação de um arquivo digital com documentos, vídeos, áudio e fotografia, reunidos no âmbito da sua ampla pesquisa sobre as relações que se estabelecem entre migrações, associadas à descolonização e aos movimentos independentistas africanos, e as paisagens urbanas da Europa. Paralelamente, Contos de Lisboa assinala a doação do arquivo de trabalho da artista, composto por 239 imagens em bruto que retratam bairros informais da antiga Estrada Militar, ao Arquivo Municipal de Lisboa.

O arquivo de Mónica de Miranda reúne imagens captadas ao longo de mais de uma década de pesquisa nos bairros do Talude, Azinhaga dos Besouros, Fim do Mundo, Mira Loures, 6 de Maio e outros bairros localizados na periferia da cidade. O conjunto de imagens agora doadas ao Arquivo Municipal de Lisboa constitui um importante registo visual das geografias pós-coloniais da cidade e antecipa a transformação, nalguns casos a demolição total, dos bairros que até há poucos anos dominavam o traçado da Estrada Militar. A Estrada Militar Caxias-Sacavém ou Estrada Militar de Defesa de Lisboa mantinha na periferia da cidade os habitantes, maioritariamente imigrantes de origem africana, dos bairros informais que nos anos 70 do século XX começaram a marcar a paisagem da histórica circular, prosseguindo, ironicamente, o propósito que no início do século XIX orientou a sua construção – proteger a cidade contra invasões estrangeiras.

“A exposição Contos de Lisboa surge deste arquivo visual criado ao longo de uma década, mas é muito mais do que a recolecção fotográfica destes bairros, é um objecto polimórfico, uma continuação desse arquivo inicial composto por fotografias”, descreve o curador Bruno Leitão no texto que acompanha o projecto. O curador prossegue: “A artista mergulha num processo inquisitivo e humanizante destes lugares e ao ficcionar estes espaços cria um exercício de empatia. Uma possibilidade de reconhecermos emocionalmente uma Lisboa fora do centro, mas que se afirma por dentro”.

No Arquivo Fotográfico de Lisboa, Mónica de Miranda apresenta um conjunto de trabalhos de fotografia e vídeo, na sua maioria novas obras como Tales of Lisbon (2020)Timeline (2020) e Torres Gémeas (2020), bem como o vídeo Estrada Militar (2009), criado na fase inicial da sua pesquisa. A exposição integra também uma instalação de som e fotografia que retrata seis casas que foram alvo de demolição, ali convocadas a partir de imagens de objectos deixados para trás pelas pessoas que nelas habitavam e que posteriormente foram recolhidos e fotografados pela artista. Uma cassete de VHS com o título “Arma Mortífera”, uma cassete de áudio partida com marcas de lama, um dicionário sem capa, apontamentos do curso de economia política da Universidade de Lisboa, um vinil, uma boneca e sapatilhas “Deeply”, são alguns dos objectos que estarão presentes na instalação, junto com seis contos inéditos de Djaimilia Pereira de Almeida, Kalaf Epalanga, Yara Monteiro, Ondjaki e Telma Tvon, autores que foram convidados a imaginar universos habitados a partir dos objectos recolhidos nas imediações de cada casa.

Contos de Lisboa estará patente até dia 16 de maio, contempla a edição de um catálogo com os seis contos originais, textos de Jorge MalheirosManuela Ribeiro SanchesSónia Vaz Borges e outros contributos. Na sala de leitura do Arquivo Municipal de Lisboa será possível aceder à página da internet do projecto Pós-Arquivo, onde Mónica de Miranda disponibiliza um arquivo em permanente actualização e, particularmente, as imagens dos objectos encontrados nas seis casas.

Além da actual exposição, a pesquisa que o arquivo sobre a paisagem da Estrada Militar materializa, está na base de trabalhos que a artista tem vindo a apresentar, individualmente ou em colectivo, em contextos como o Prémio Novos Artistas Fundação EDP 2019 (MAAT, Lisboa), a exposição e publicação Devir Menor: arquitecturas e práticas espaciais críticas na iberoamerica, Guimarães Capital Europeia da Cultura 2012, e na investigação e exposição Underconstruction and New territories 2009 (Pav28, Lisboa).

Mónica de Miranda é uma artista visual e investigadora portuguesa com origem angolana. Baseia o seu trabalho em temas de arqueologia urbana e geografias pessoais, apresentando-o na forma de desenho, instalação, fotografia, vídeo e som, e prosseguindo uma pesquisa que procura esbater fronteiras entre ficção e documentário.

Foi nomeada para o Prémio EDP Novos Artistas (2019), o Prémio Novo Banco (2016) e para o Prix Pictet Photo Award (2016). Participou em eventos artísticos de relevo, como os Encontros Fotográficos de Bamako (2015), a Bienal de Arquitectura de Veneza (2014), a Bienal de Dakar (2016), e em inúmeras residências artísticas, de entre as quais se destacam: Artchipelago (Instituto Francês, Ilhas Maurícias, 2014); Verbal Eyes (Tate Britain, 2009); Muyehlekete (Museu Nacional de Arte, Maputo, 2008); Living Together (British Council/ Iniva, Georgia/London 2008).

Começou a expor em 2004 e das suas exposições individuais destacam-se: Hotel Globo (Museu Nacional de  Arte Contemporânea do Chiado, Lisboa, 2015); Arquipélago (Galeria Carlos Carvalho, Lisboa, 2014); Erosion (Appleton Square, Lisboa, 2013); An Ocean Between Us (Plataforma Revólver, Lisboa, 2012); Novas Geografias (198 Gallery, Londres / Plataforma Revólver, Lisboa / Imagem HF, Amsterdão, 2008).

Entre as exposições colectivas em que participou, destacam-se: Telling Time (Rencontres de Bamako  Biennale Africaine de la Photographie 10 éme edition, Bamako, 2015); Ilha de São Jorge (14ª Bienal de Arquitectura de Veneza, Veneza, 2014); Line Trap (Bienal de São Tomé e Príncipe, 2013); An Ocean Between Us (Paris Foto e Arco Madrid, 2013); Do silêncio ao outro Hino (Centro Cultural Português, Mindelo, Praia); Arquivos Secretos (AFL, 2012); Once Upon A Time (Carpe Diem, Lisboa, 2012); L’Art est un sport de combat (Musée des Beaux Arts de Calais, França, 2011); This location (Mojo Galeria, Dubai, 2010); She Devil (Studio Stefania Miscetti, Roma 2010); Mundos Locais (Centro Cultural de Lagos / Allgarve, Portugal, 2008); Do you hear me (Estado do Mundo, Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, 2008); United Nations (Singapura Fringe Festival, Singapura, 2007).

O seu trabalho está representado nas colecções públicas do Museu Nacional de Arte Contemporânea do Chiado, Museu de Arte Arquitectura e Tecnologia (MAAT), Fundação Calouste Gulbenkian, Arquivo Municipal de Lisboa, entre outras.

Mónica de Miranda é investigadora de Pós-doutoramento no Centro de Estudos Comparatistas da Universidade de Lisboa. Licenciada em Artes Visuais pela Camberwell College of Arts (Londres, 1998) e Doutorada pela Universidade de Middlesex (Londres, 2014). É uma das fundadoras do projecto de residências artísticas Triangle Network em Portugal e do Hangar – Centro de Investigação Artística, em Lisboa.

Conteúdos adicionais:

Mais sobre Mónica de Miranda – https://monicademiranda.org/

Pós-Arquivo / Objectos – https://postarchive.org/objetos/

Locuções dos seis contos originais – https://soundcloud.com/user-323862203

 

 

Contos de Lisboa – Tales of Lisbon

Mónica de Miranda

19 de fevereiro a 16 de maio

Inauguração: 18 de fevereiro, 18h30
Visitas guiadas pelos curadores: 14 de março e 16 de maio,15h00
Finissage e lançamento do catálogo: 16 de maio,17h00

Arquivo Municipal de Lisboa | Fotográfico
Rua da Palma, 246
1100-394 Lisboa

Segunda a sábado, das 10h00 às 19h00, encerra aos feriados

Entrada Livre

Para mais informações, por favor contacte:

Sílvia Escórcio

CUCO

Curadoria de Comunicação

Curating Communication

silvia.escorcio@thisiscuco.com

+351 . 91 368 36 45 . 91 453 13 75

thisiscuco.com

CONVERSA COM EMEKA OGBOH

Data: 17 de Setembro de 2019 | Terça-feira | 18:00
Morada: Rua Damasceno Monteiro 12, Graça
Entrada livre
Conversa em inglês

Fotografia © Jean Picon 2019

Sufferhead Original é um projecto de cerveja artesanal inspirado nos gostos e experiências alimentares dos africanos que vivem na Europa e comunica alguns dos estereótipos recebidos, políticas de diferença e integração associadas ao seu destino expatriado. A cerveja Sufferhead é desenvolvida com base no feedback da interacção com os africanos que vivem na Europa, e essas interacções cobriram tópicos sobre migração, assimilação e multiculturalismo. Os dados resultantes inspiraram o desenvolvimento da receita da cerveja.

Além da produção de cerveja, o projecto explora as experiências de imigrantes africanos através da marca da cerveja; publicitando rótulos, clichés e ocorrências para criar anúncios.

O nome ‘Sufferhead’ provém da música de 1981 de Fela Kuti, ‘Original Suffer Head’, onde Fela canta sobre a situação política e económica deplorável na Nigéria na época. Os anos 80 foram uma década de emigração em massa por nigerianos devido à dura situação económica e política do país.

O projecto da cerveja Sufferhead foi lançado na Alemanha em 2015 e, em seguida, seguiu com a edição Kassel como uma obra de arte da Documenta 14 de Emeka Ogboh em 2017.

Desde então, o Sufferhead Original foi desenvolvido em diferentes cidades da Europa, incluindo Baden-Baden, Frankfurt e uma edição em Paris em desenvolvimento. Cada cidade é uma experiência única, com uma cerveja cuidadosamente concebida e inspirada na cidade.

Fela Kuti – “Sufferhead original”
https://www.youtube.com/watch?v=eXDElcfSdy4
Excerto de um anúncio publitário da ‘Sufferhead Original’ criado por Emeka Ogboh
https://www.youtube.com/watch?time_continue=1&v=H3VLAwJpaXA
Damn Magazine
https://www.damnmagazine.net/2017/09/17/documenta-14/

Sobre Emeka Ogboh:
Emeka Ogboh conecta-se a lugares com os seus sentidos de audição e paladar. Através de instalações áudio e obras gastronómicas, Ogboh explora como as memórias e histórias privadas, públicas e colectivas são traduzidas, transformadas e codificadas em som e comida. Estas obras contemplam como o som e a alimentação capturam as relações existenciais moldam nossa compreensão do mundo e fornecem um contexto para elaborar questões críticas sobre imigração, globalização e pós-colonialismo.
Ogboh participou em numerosas exposições, incluindo documenta 14, (2017), Atenas e Kassel, Skulptur Projekte Münster (2017), a 56ª edição da La Biennale di Venezia, Itália (2015) e Dakar Biennale (2014). Ogboh foi ganhou o prémio Sharjah Biennial 14 com Otobong Nkanga, e em 2018 foi finalista do Prémio Hugo Boss.

CONVERSA COM TOMA MUTEBA LUNTUMBUE

Data:29 Março 2019 | Sexta-feira | 18h

Morada: Rua Damasceno Monteiro, 12 – Graça.

ENTRADA LIVRE

Conversa em Inglês

Photo: Sammy Baloji

DETALHES

Toma Muteba Luntumbue – historiador de arte, artista, educador e curador independente leciona na École de Recherche Graphique (ERG) e na escola nacional de artes plásticas La Cambre em Bruxelas, Bélgica. O seu principal foco no trabalho curatorial é a memória, as dinâmicas urbanas e as transformações territoriais na cidade, a manipulação dos resíduos media, a iconografia nacional, as imagens no contexto pós-colonial congolês. Foi o diretor artístico da 4ª e 5ª Bienal de Lubumbashi, Rencontres Picha em 2015-2017. O seu trabalho curatorial inclui as exposições: “Ligablo” na Royal Library of Belgium (2010-11), “Transferts” no BOZAR Centre for Fine Arts, Bruxelas (2003), “Table Manners” no Kapelle van Groeningen, Kortrijk (2003), “Démarcations” no Centre Wallonia Brussels em Paris (2005), “Exitcongomuseum” no Royal Museum for Central Africa em Tervuren (2000-2001).

Foi diretor artístico da plataforma DesignfabKinshasa na Académie des Beaux-Arts de Kinshasa, 2014-2015. Enquanto artista, Toma Muteba Luntumbue teve exposições individuais na Cité Miroir em Liège 2017, Bélgica, na La Chaufferie em Estrasburgo, França, no Aquarium em Valenciennes, França e na galeria Extraspazio em Roma. Participou em exposições coletivas internacionais em espaços de arte de prestígio tais como o S.M.A.K. (Municipal Museum of Contemporary Art) em Ghent, MuHKA Museum of Contemporary Art Antwerp, Marta Herford na Alemanha, Kunsthalle em Budapeste, Hungria, e no Migros Museum of Contemporary Art em Zurique, Suíça.

Christabelle Peters

Christabelle Peters é escritora e teórica cultural. Atualmente, é professora de história cultural e política da América Latina na Universidade de Bristol e é especializada na interconexão entre raça e identidade nacional nos países de língua espanhola e portuguesa da orla Atlântica. É autora de Cuban Identity and the Angolan Experience (Nova Iorque: Palgrave Macmillan, 2012). O seu novo projeto, Angola after Colonialism: Race, Politics and National Identity (Bloomsbury/I. B. Tauris, livro a ser publicado futuramente) propõe um paradigma alternativo ao ‘Atlântico negro’ de Paul Gilroy para investigar a raça nas sociedades hispânicas e lusófonas. Para o centro de investigação artística do Hangar, em Lisboa, coordena o programa ‘Lisboa, África na Europa’, que investiga as possibilidades de uma conceptualização multilingue e multirregional da diáspora africana.

Sinopse

A ENTREVISTA
Dr. Christabelle Peters (com Catarina Simão)

As entrevistas são um marco da pesquisa social e fazem parte da paisagem mundana da nossa existência mediada. Entrevistas de rádio, entrevistas em revistas, entrevistas de televisão, perguntas e respostas de diretores em exibições de filmes… O formato de uma conversa guiada é algo que tomamos como garantido enquanto performance pública codificada da dança do relacionamento.

Mas se, como diz o sociólogo jamaicano Orlando Patterson, “todas as relações humanas são estruturadas e definidas pelo poder relativo das pessoas que interagem” assim, a sugestão é que as relações de poder estão na base das entrevistas. Investigadoras feministas, por exemplo, acreditam que a entrevista não estruturada pode neutralizar as relações de poder hierárquicas e exploradoras que eles acreditam ser inerentes à estrutura de entrevista mais tradicional.

Durante o curso da sua residência no Hangar, Christabelle Peters, académica e escritora Africanista sediada no Reino Unido, desenvolverá um trabalho multimédia crítico sobre a entrevista de investigação “pós-colonial” em colaboração com a artista portuguesa Catarina Simão. Inspirada por uma série de entrevistas com o recentemente falecido cineasta angolano, António Escudeiro, que Peters realizou durante o Verão de 2012 em Lisboa, a peça será inspirada numa variedade de métodos, abordagens e práticas (incluindo pesquisa qualitativa, estudos arquivísticos, cinema e performance) para explorar a dinâmica de poder interseccional envolvida por este encontro de grande alcance.

Conversa com Sammy Baloji e Filip de Boeck

Urban Realignments: Ethnographic and Artistic Ventures into Congo’s Cityscapes

Data: 24 de Março de 2018, Sábado
Local: Hangar – Centro de Investigação Artística
Horário: 18:00 – 20:00

Sammy Baloji e Filip De Boeck falarão do seu livro Suturing the City: Living Together in Congo’s Urban Worlds (2016) e da sua exposição Urban Now: City Life in Congo, que estará patente em Lisboa a partir do final de Março (Galeria Av. da Índia).

Moderação: Ana Balona de Oliveira

Organização:
Ana Balona de Oliveira, Pensando a Partir do Sul: Comparando Histórias Pós-Coloniais e Identidades Diaspóricas através de Práticas e Espaços Artísticos, Transnational Perspectives on Contemporary Art: Identities and Representation, CASt-IHA-FCSH-NOVA e Visual Culture, Migration, Globalization and Decolonization, CITCOM-CEC-FLUL 

Mónica de Miranda, Post-Archive: Politics of Memory, Place and Identity, CITCOM-CEC-FLUL

Biografias:

Sammy Baloji (b. 1978, Lubumbashi, República Democrática do Congo) é um artista visual que vive entre Bruxelas e Lubumbashi. É o co-fundador da Bienal de Lubumbashi, organizada por Picha Asbl. Reconhecido internacionalmente, o trabalho de Baloji tem sido exibido em espaços relevantes, tais como o Musée du Quai Branly, Paris; Muzee, Ostend; the Royal Museum for Central Africa, Tervuren; Museum for African Art, Nova Iorque; WIELS, Bruxelas; Bienal de Arte de Veneza, Veneza; e Documenta 2017, Kassel e Atenas. Publicações recentes incluem Mémoire/Kolwezi (2014), Hunting and Collecting (2016), e Suturing the City: Living Together in Congo’s Urban Worlds (2016, com Filip De Boeck).

Filip De Boeck (b. 1961, Antuérpia, Bélgica) é Professor de Antropologia no Institute for Anthropological Research in Africa (IARA) da Universidade Católica de Lovaina, Bélgica. As suas publicações incluem Kinshasa: Tales of the Invisible City (2004, com a fotógrafa Marie-Francoise Plissant), e mais recentemente Suturing the City: Living Together in Congo’s Urban Worlds (2016, com Sammy Baloji). De Boeck também realizou Cemetery State (2010), um documentário sobre um cemitério de Kinshasa, e produziu várias exposições. A sua exposição Kinshasa: Imaginary City (2014), co-comissariada com Koen Van Synghel para o pavilhão belga da 9ª Bienal de Arquitectura de Veneza, recebeu um Leão de Ouro.

Em 2016, De Boeck e Baloji apresentaram a exposição Urban Now: City Life in Congo no WIELS Contemporary Art Centre, Bruxelas, em colaboração com a Open Society (Nova Iorque) e The Power Plant (Toronto). A 23 de Março de 2018, a exposição inaugura na Galeria Avenida da Índia/EGEAC (Lisboa).

© ​Dieter Telemans​

Apoio:

CONVERSA COM IRIT ROGOFF

CONVERSA COM IRIT ROGOFF

Organizado por: Mónica de Miranda

Data: 20 de Outubro, 2017 (Sexta-feira), 19h

Morada: Rua Damasceno Monteiro, 12 – Graça.

ENTRADA LIVRE

Burak Arikan, Network Map of Artists and Political Inclinations, 7th Berlin Biennale.

DETALHES

“Ampliação – Densidades Locais e Circulações artísticas Globais “

Actualmente existem histórias de arte muito ricas e densas e práticas locais que envolvem a especificidade do lugar, a sua designação histórica bem como particularidades sociais, políticas e culturais. Assim que estas práticas começam a circular amplamente, são reduzidas a uma simples linguagem significante que pode ser acolhida pelo mundo internacional da arte. Nesta palestra, a reflexão proposta sobre esta problemática assenta na constatação de que não se pode reproduzir a totalidade de uma especificidade local pela circulação do trabalho, mas ao mesmo tempo, é preciso encontrar alguma forma que tenha significado a nível internacional. Que ferramentas temos à nossa disposição para repensar esta dupla modalidade das artes em circulações global?

Biografia

Irit Rogoff é escritora, educadora e curadora. É Professora de Cultura Visual na Goldsmiths, Universidade de Londres, departamento que fundou em 2002. Rogoff trabalha no encontro entre as práticas contemporâneas, a política e a filosofia. Sua obra atual versa sobre novas práticas de produção de conhecimento e seu impacto nos modos de pesquisa, sob o título de “The Way We Work Now” (em breve). Como parte do coletivo freethought, Rogoff foi uma das diretoras artísticas da Trienal da Noruega “The Bergen Assembly”, que aconteceu em Setembro de 2016.

GRADA KILOMBA | CONVERSA COM A ARTISTA

Memórias, Resgates e Riscos

Moderadora: Manuela Ribeiro Sanches (Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa)

Organizado por: Mónica de Miranda

Data: 3 de Novembro, 2017 (Sexta-feira), 19h

Morada: Rua Damasceno Monteiro, 12 – Graça.

ENTRADA LIVRE

DETALHES

O Hangar em parceria com as edições Orfeu Negro e a Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa organiza uma conversa pública com a artista Grada Kilomba moderada por Manuela Ribeiro Sanches. A artista falará sobre sua prática artística com um destaque sobre o livro “Memórias da Plantação: Episódios do Racismo Diário”, com apoio da vídeo-documentação da leitura encenada de episódios que exploram o racismo quotidiano em forma de histórias psicanalíticas, vinculando teoria pós-colonial com narrativa lírica. A combinação dessas duas palavras, plantação e memórias, descreve o racismo não apenas como o reencenar de um passado colonial, mas também como realidade traumática actual.

Biografia

Grada Kilomba é uma escritora, teórica, e artista interdisciplinar portuguesa residente em Berlim. O seu trabalho baseia-se na memória, trauma, raça e gênero, e foi traduzido em várias línguas e publicados em inúmeras antologias internacionais, bem como encenado internacionalmente.  O seu trabalho é especialmente conhecido por criar um espaço híbrido onde as fronteiras entre as linguagens académicas e artísticas se confinam, usando uma variedade de formatos desde a escrita à encenação dos seus textos, assim como instalações de video e performance, criando o que ela chama de “Performing Knowledge.”
Grada Kilomba tem apresentado o seu trabalho em renomeados espaços de exibição, teatro, e academia, como o Vienna Secession Museum, Brussels Bozar Museum, London Maritime Museum, Centro International de Artes José de Guimarães, Kampnagel House, Oslo Literature House, Maxim Gorki Theater, Berliner Festspiel Haus, Ballhaus Naunynstrasse, Theater Münchner Kammerspiel, University of Stockholm, University of Amsterdam, University of London, University of Accra, Universidade do Rio de Janeiro, Academy of Fine Arts in Vienna, among others.
Grada Kilomba tem ensinado em diversas universidades internacionais, tendo sido por último Professora de Estudos de Gênero e Estudos Pós-Coloniais, na Universidade de Humboldt, em Berlim. Actualmente, Grada Kilomba é curadora no Teatro Maxim Gorki, em Berlim, onde está a desenvolver uma série de Artist Talks e Post-colonialismo.

http://gradakilomba.com

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CROSSWORDS – CROSSED WORLDS — Conversa

PERSONAL GEOGRAPHIES, ART AND THE SELF

A conversa centrar-se-á nas diversas formas em que o texto é usado na arte visual.
Do seu uso não como significante mas como matéria, à encarnação em som através em que palavras traduzidas se transformam em espelhos que reflectem memória pessoal e identidade, a discussão terá o propósito de desenlear a relação inter-semiótica entre palavras e imagens.
Dirigida pela curadora Gabriela Salgado com a participação dos artistas Zineb Sedira e Reynier Leyva Novo esta conversa forma parte do projecto de investigação dirigido por Mónica de Miranda “Post Archive” no CEC.

Zineb Sedira Mother Tongue, 2002 Installation. 3 videos (color, sound) on screens with audio headsets © Zineb Sedira / DACS, London Courtesy the artist and kamel mennour, Paris

24 Setembro 2016
19h00

ENTRADA LIVRE

ORGANIZAÇÃO

RITOS DE REGRESSO POLÍTICAS DA MEMÓRIA E DA DIÁSPORA

PERSONAL GEOGRAPHIES, ART AND THE SELF

Conversa com Keith Piper e Roshini Kempadoo, organizada por Mónica de Miranda no âmbito do seu projecto de investigação POST-ARCHIVE.
Este projecto e esta conversa olha para o arquivo como uma ferramenta crítica para conceptualizar o valor heurístico da história, da herança e da memória, em debates sobre os discursos pós-coloniais. As respostas ao arquivo colonial são uma corrente significativa na cultura do fim do séc. XX e início do séc. XXI. Em muitos contextos diferentes e recorrendo a vários media visuais, os artistas tem vindo a criticar e a desconstruir mitos e estereótipos de identidade dominantes na cultura Ocidental. As questões teóricas que informam este assunto incluem a relação entre estética e política, formas de resistência, a estrutura e operacionalidade dos esterótipos culturais nas culturas visuais, questões de agência cultura, a relação entre pós-colonialismo e feminismo, hibridismo cultural e a apropriação inter-cultural.

30 Setembro 2016
18h

ENTRADA LIVRE

ORGANIZAÇÃO

Apoio FCT ao CEC: UID/ELT/00509/2013

PERSONAL GEOGRAPHIES, ART AND THE SELF — Conversa

PERSONAL GEOGRAPHIES, ART AND THE SELF

Seminário organizado no âmbito do PROGRAMA PARALELO da exposição KIN com Christabelle Peters, Giulia Lamoni e Carlos Garrido Castellano, organizado por Mónica de Miranda.
Casa, imigração, memórias, África, objecto, demolição, diáspora.
2 Junho 2016

19h

ENTRADA LIVRE

Parceria

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